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Eva Todor

Eva Todor

Cacos, improvisos e uma vida de estrela

“Caco é quando se introduz uma outra palavra no texto do autor. Ficou famosa uma coisa que eu falava na peça Em Família. Era uma peça séria, mas eu fazia muita graça da personagem da velhinha. No texto, o homem dizia assim: ´Uma palavra que eu não sei, não me lembro, está aqui na ponta da língua…´ E eu completava: `Afta!´ Isso é um caco. O público vem abaixo. Agora, tem gente, como o Jorge Dória, que sempre confundiu improvisação. Ele fazia quinze minutos de palestra, fora da peça, de improvisação. Aí, deteriora completamente o texto.”

“Eu tenho uma pequena frustração com o cinema, gostaria de fazer mais. Nunca se oferece uma coisa válida para mim. Infelizmente, no Brasil, principalmente hoje em dia, ninguém escreve para a terceira idade. Então, tem mulher nua, mulher isso, aquilo, mas não tem para a terceira idade – um papel válido! Os autores se esquecem, um pouco também na televisão, que têm atrizes de sucesso e de um imenso público, mas que não são levadas em conta. Os autores não escrevem para elas.”

“As duas atrizes mais talentosas, talentosíssimas, que eu acho são a Marília Pêra e a Bibi Ferreira. A Bibi sai de um gênero para outro, vai cantar, fazer ópera, dirigir… Agora está fazendo uma comédia. Ela é maravilhosa, é cultíssima. Somos muito amigas desde criança, desde o Teatro Municipal, no Rio de Janeiro. Ela tinha dez anos e eu tinha uns doze. A gente não se vê muito, mas ela mora perto de mim. Quando eu apareço ela diz assim: `Estava tardando, até que enfim´. No dia em que fui lançar o meu livro em São Paulo, a Bibi estava lá. Depois, eu soube que ela deu uma entrevista para a televisão que começava assim: `Eva já nasceu estrela!´”

Foto: Acervo Pessoal

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